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terça-feira, 12 de maio de 2009

Sobre pessoas e suas opiniões...


Eu tenho um amigo que diz "eu já sou bonito, não preciso ser inteligente!", infelizmente nenhuma das duas afirmativas é verdadeira. Ele nem é bonito e sim você precisa ter conteúdo sim! Sua beleza, se é que você tenha alguma, será notada assim que você chegar aos lugares mas ficará apagada no decorrer dos eventos assim que você parar para conversar e perceberem que você não tem nada a oferecer.

Estaria eu dizendo que temos que ter opinião sobre tudo? Que pessoas bonitas são burras? Começo respondendo pela última. Apenas peguei esta frase para tentar desenvolver meu pensamento a respeito de alguns acontecimentos dos últimos dias. Obviamente não acredito que quanto mais bonito mais tapado você seja. Não vivo em um filme teen. Também não acho que se deva ter opinião sobre tudo e, menos ainda, que determinadas opiniões sejam explicitadas.

Em conversas sobre assuntos cujo meu ponto de vista é retrógrado e preconceituoso prefiro sair com "Não sei o que pensar sobro isto" ou "Prefiro não dizer nada". Ter, ou melhor, dar opinião sobre tudo pode ser tão perigoso quanto não ter sobre nada.

Há duas semanas, mais ou menos, durante o concurso que elegeu a Miss Eua uma das finalistas ao ser quetionada sobre o que achava do casamento entre pessoas do mesmo sexo respondeu que não tinha nada contra - vocês já perceberam como essa frase neste contexto, quase sempre, vem seguida de mas? -, mas que casamento é entre opostos. Este episódio gerou manchetes durante um bom tempo. A senhorita que fez o pronunciamento era a favorita ao título e, de acordo com muitos, sua derrota se atribui a essa frase.

Já esta semana outro pronunciamento, também neste sentido, foi dado durante a escolha da Miss Botsuana, pequeno país da África. Neste caso a candidata foi aplaudida e ao fim da competição foi coroada Miss. Em Botsuana a homossexualidade masculina é punida com até cinco anos de prisão! O que poderia ter sido o fim em uma competição gerou pontos a favor.

Esses concursos são para premiar beleza por isso, muitos, sempre ficam com os pés atrás durante os blocos de pergunta. Todas ensaiadinhas, a maioria das respostas conhecidas (Deus, família e paz), sorrisinhos e tchauzinhos contidos. em alguns países as Misses são uma espécie de símbolo nacional. Participam de campanhas sociais, levam sua cultura a outros lugares. Têm uma posição privilegiada que serve de inspiração para muitas garotas. Declarações como essas são incrivelmente negatvas para os movimentos LGBT's ao redor do globo!

Claro que as diferenças culturais entre os dois países citados justificam as diferenças nos resultados. Cinco estados estadunidenses já apoiam o casamento homoafetivo e por mais que se tenha alguma coisa contra este arranjo poucos querem ser constrangidos por suas opiniões, diferente de Botsuana onde, ser gay masculino mais exatamente, é crime. Mas no fim não há diferença... nos dois países muitas pessoas certamente compactuam da mesma opinião e vê-la publicamente em um evento de grande repercussão é satisfatório.

Incrivelmente por mais repugnantes que as duas declarações tenham sido eu prefiro assim, sabia? É melhor alguém chegar e falar " Não sou a favor"ou "Não gosto de gays" que aqueles que se escondem o tempo todo atrás de uma pseudo aceitação para parecerem politicamente corretos. Não quero com isso justificar essas declarações ou que esse tipo de postura não é homofóbica, apenas prefiro saber com que pessoa estou lidando.

Acho que as duas fariam um bem muito grande se apenas mandassem seus tchauzinhos e beijos contidos e, por mais que não concorde com meu amigo, elas poderiam ser apenas bonitas ao responder estas perguntas.


quarta-feira, 25 de março de 2009

Vamos ser ridículos! Vamos nos vestir de mulher!


Faz tempo que não escrevo nada, ando meio preguiçoso e cheio de coisas pra fazer. Combinação explosiva essa, vocês não acham?

Na última semana o grande assunto no mundo do futebol não foram as grandes contratações ou a atuação de Ronaldo, e sim, um vestido rosa. Isso mesmo, um vestido rosa usado nos treinos do Figueirense.

De acordo com o que foi noticiado os jogadores do time fizeram um acordo de que, aquele que treinasse mal num dia usaria o vestido no treino seguinte como forma de castigo. A técnica do time foi classificada com ineficiente e mico, mas não lembro de ninguém falando que se trata de uma agressão.

No documentário Como diz a biblía, há uma cena de um filme, com o Denzel Washington, em que um treinador, como forma de humilhar seus jogadores, após uma derrota os chama de "menininhas". Essa postura não é apenas ficcional, na verdade é bastante utilizada seja entre os profissionais ou nos times escolares. O que ninguém questiona é que esse tipo de atitude não é apenas uma forma de desmoralizar um menino ou homem mas é, também, uma violência terrível contra o feminino.

Vivemos em uma sociedade onde o feminino é sempre visto como o menor, o fraco, o subordinado, o passivo e tantos outros adjetivos de desqualificação que possamos imaginar. A forma de maior humilhação para um garoto ou homem é ser taxado de mulher ou de alguma coisa que o aproxime do ser feminino. Essa é uma coisa que já esta, infelizmente, institucionalizada.

No carnaval por exemplo, os blocos invertidos, são blocos onde não há homens vestidos de mulheres, mas homens que se permitem ridicularizar através de signos femininos. Se vestir de mulher nesse caso nada mais é do que uma chacota. Os trejeitos, as roupas, a pintura, tudo ali é usado de forma a colocar aquele que topa essa brincadeira numa situação ridícula.

Inclusive este carnaval, numa publicidade de cerveja, aparece uns caras vestidos de mulher na hora em o off diz "No carnaval podemos ser ridículos.". Ridículos é isso! Ser feminino em nosso país é ridículo. Temos que ser brutos, é isso que vale. É esse o correto.

Tá na hora de começarmos a ter posturas mais duras em relação a esses abusos. Alguns poderão até dizer que eu preciso de um pouco mais de bom humor, mas não é isso, humor eu tenho, mas algumas coisas precisam ser vistas e ouvidas com um pouco mais de atenção.

Agora uma coisa eu não entendo: Será que um vestido rosa vai fazer os jogadores melhores? Eu pergunto isso porque acho estranho que até hoje muitos deles, mesmo usado gloss, esmalte nas unhas, creminhos e uma pá de frescuras continuem jogando mal.

O quê? Vocês nunca perceberam como o mundo do futebol anda feminino? Em que mundo vocês vivem?



sexta-feira, 6 de março de 2009

Sobre aborto e direitos das mulheres


Essa semana um fato ganhou destaque na imprensa nacional. Um homem foi preso em Alagoinha, interior de Pernanbuco, por supeita de abuso sexual contra sua enteada de 9 anos. A violência só foi descoberta após a menina ter sido levada a uma consulta médica para tratar de dores na barriga. Na consulta veio a surpresa: constatação de gravidez de 15 semanas e de gêmeos.

De acordo com a polícia a criança era abusada desde os 6 anos de idade. Descobriu-se também que o padastro abusava de sua outra enteada de 14 anos. Ele foi preso em um matagal quando se preparava para fugir para Bahia.

Há algum tempo eu venho querendo escrever sobre aborto mas, venho adiando, achava que não devia escrever por escrever. Falar sobre aborto implica em falar sobre uma série de questões que o permeiam, muitas delas, espinhosas e conflitantes. Por isso tenho esperado o momento certo para escrever sobre.

Primeiro quero deixar claro que sou a favor da legalização da prática no país. As mulheres que optam pelo aborto devem ter o direito de fazê-lo com toda segurança e não mais se submeterem a ilegalidade que faz com muitas percam suas vidas em clínicas clandestinas. Hoje no Brasil aborto legal só em casos de estupro, risco de vida para a mãe e bebês anecefálos e, ainda sim, depois de uma burocracia imensa.

Em segundo lugar mesmo sendo a favor da legalidade em qualquer caso, não concordo integralmente com a adoção dessa medida. Acredito que é preciso, em algumas situações, mais responsabilidades nas relações sexuais. Não dá mais pra aceitar, e acreditar, que as pessoas não se previnam. Camisinha e metódos anti-contraceptivos estão a disposição da população e servem, principalmente, contra DST's. Opnião pessoal que não interfere na forma como analiso a coisa.

Os números mostram que a cada ano mais mulheres morrem em clínicas cladestinas em todo país ao recorrerem ao aborto. Muitas dessas clínicas não oferecem nem segurança e nem profissionais capacitados para realização do procedimento. O número de casos onde o aborto é bem sucecido é ínfimo em relação as complicações e ao número de óbitos. Obviamente que as mulheres que mais sofrem essas consequências são as com menor poder aquisitivo- não quero aqui entrar em uma discussão muito recorrente sobre vista grossa ao aborto nas classes mais altas -, e com menos instrução.

As complicações ocasionadas por essa ilegalidade causam, além de traumas físicos, constragimentos morais às mulheres que procuram o sistema de saúde pública para atendimento e tratamento de abortos que deram errado. Aqui faço uma resalva e chamo atenção para a violência que muitas mulheres, que sofrem aborto espontâneo, são submetidas no SUS. Muitos profissionais da saúde, independente do cargo ou posição, simplismente por preconceito tratam as pacientes como as mais vis criaturas da face da terra e as pressionam para "confessarem" que na verdade abortaram. Nada justifica esse comportamento. Aborto não é tão simples. Seja ele espontâneo ou não essas mulheres não podem e nem devem ser tratadas de forma humilhante nos hospitais públicos do país.

Também não há porque aceitar a intromição de organizações, religiosas ou não, nesse assunto que diz respeito apenas a mulher. Temos exemplos de casos onde, pricipalmente a igreja católica, emperra o processo, causando ainda mais constrangimentos, na tentativa de barra na justiça o procedimento. Alguns anos atrás a igreja consegui protelar na justiça o procedimeto em uma mulher que gestava um bebê anecefálo. A mulher dizia que estava apavorada por não podia imaginar como seria aquela criança e queria abortar porque começou com pesadelos em que seu filho nasceria com deformações.

Teve também o caso de uma mulher cuja decisão judicial pelo aborto saiu após ela ter tido a criança e ter falecido. Além do caso do padre que foi para frente de algum lugar que não lembro com algumas crinaças e questionava se elas, cujas mães haviam sofrido estupro, eram aberrações. Constrangimento duplo!

No caso dessa semana a igreja, na pessoa do arcebispo de Olinda e Recife, também se manisfestou e como não impediu o aborto excomungou todos os envolvidos com exceção da criança. Constata-se aqui mais uma forma de poder exercido sobre as mulheres e seus corpos. Não basta o Estado eleger quais casos podem ou não realizar aborto, tirando da mulher essa escolha, tem também a interferência religiosa, que precisa ser barrada em assuntos de estado, afinal somos um país laico! E só uma pergunta: cadê o livre arbítrio que ela tanto prega?

No caso de um aborto, há não ser que tenha realizado o procedimento, um homem nunca é condenado! E antes que alguém diga que homem não engravida lembro que a espécie humana não se reproduz por partenogênese! E que se fossem investigados descobriria-se que muitas mulheres que comentem aborto foram abandonadas! E acho que não preciso explicar muita coisa com o que quero dizer com isso.

O uso do recurso da excomunhão foi bem baixo, né? Utilizar-se dele em uma país onde a população professa sua fé, independente da crença, de forma tão calorosa é no minímo apelativo. O mais engraçado é que ao ser questionado sobre a excomunhão do padastro e abusador o arcebispo disse que ele cometeu um pecado gravissímo mas não ia ser excomungado porque a igreja não prevê excomunhão nesses casos e que o aborto era um pecado mais grave que o dele! Xocrível, não? Será que mandar ele tomar no cu me excomunga também ou será que eu tenho que ser mais escroto que ele e sua declaração?






segunda-feira, 9 de fevereiro de 2009

Beijaço contra Homofobia


Essa dica é do amigo Mayco Fabricio, lá de Cuiabá-MT.

Uma galera independente tá mobilizando para organizar um beijaço na cidade no dia 19 de fevereiro, a partir da 0h, na casa noturna Choros & Serestas.

No dia 20 de dezembro de 2008, uma turma de amigos estava na Choros e Serestas, quando foram "informados " pela proprietária que, beijos entre iguais, não era uma conduta apropriada em sua casa, apesar de estarmos "no séc. XXI". A situação toda foi porque na mesa havia um casal de meninas se beijando, coisa que muita gente que frequenta o bar não aceita e que poderia sugerir que ali era um" ambiente GLS".

Obviamente que depois dessa eles fecharam a conta mas não deixaram a coisa por isso mesmo! No caixa mais uma vez questionaram aquela postura claramente estúpida, e mais uma vez a senhora reafirmou sua posição e disse que "nas quintas-feiras é o dia em que o público é mais cabeça aberta." . Isso porque às quintas a frequência no bar é, principalmente, de universitários.

Não há lei que proíba demonstrações de afeto entre LGBT's em ambientes públicos! Esse é só mais um exemplo de como pessoas são sistematicamente violentadas em seus direitos devido suas orientações sexuais. Como as duas meninas de Cuiabá, muitas outras pessoas são constrangidas país afora todo os dias e silênciam para que a coisa não se torne ainda mais constrangedora! É possível que todos conheçam pelo menos uma pessoa que já sofreu algum tipo de agressão por sua condição sexual.

Essas agressões infligidas por policiais, politicos, religiosos, pais e mães, médicos, colegas de classe, chefes, donos e empregados de diversos tipos de estabelecimentos, são constantes e justificadas por uma moral porca que conduz as relações em nossa sociedade!

Vamos dar um basta nisso! Não devemos esperar levar um tapa ou coisa pior para denunciar essas práticas, que há muito tempo, têm se estabelecido como legais. Não podemos continuar aceitando esse tipo de violação aos direitos LGBT's.

quinta-feira, 5 de fevereiro de 2009

Grife Italiana causa polêmica em nova campanha


A Relish, grife Italiana, gerou batante polêmica ao lançar a campanha de divulgação de sua nova coleção, ao mostrar duas mulheres sendo revistadas, de forma nada convencional, por dois policiais militares em praias da zona sul carioca.

A campanha está sendo veículada em outdoor's nas ruas de Napóles, onde organizações feministas e a prefeitura se manisfestaram contra ao que tem considerado um abuso e um desrespeito às mulheres.

O CEO da empresa, Alessandro Esposito, assinou nota nesta segunda-feira, onde pede desculpas e afirma que nunca foi intuito da grife representar a mulher como objeto ou apoiar violência contra elas. A campanha baseada no filme "Thelma e Louise", foi planejada em dezembro antes dos casos de violência contra mulheres naquele país.

Esposito também afirmou que o uso de imagens fortes é bastante comum no mundo fashion, como forma de gerar polêmica, mas disse que diante dos fatos não podia deixar de vir a público pedir desculpas. Mesmo tendo divulgado a nota a campanha continua.

NO BRASIL

Mas não foi apenas na Itália que a campanha gerou reações negativas, ONG's pelos direitos das mulheres, Secretaria de Turismo Municiapal do Rio de Janeiro e Comando da Polícia Militar manifestaram total repúdio as peças. O comando da Polícia Militar classificou acampanha como desrespeitosa e afirmou que as fardas usadas pelos modelos eram falsas - fica dúvida: desreipeitosa pelo usa das fardas ou pelo conceito -; A Secretaria de Turismo lamentou o que considerou uma afronta à cidade do Rio e aos cidadãos cariocas.

O prefeito do Rio, Eduardo Paes, disse que apoirá qualquer medida tomada pelo Riotur, e que achou acampanha de mau gosto e que deve ter alguma coisa de fetiche sexual, ou seja, ela apoia qualquer ação, mas enquanto prefeito não fará nada.É né?


sábado, 31 de janeiro de 2009

Nova campanha da Calvin Klein cheia de pegação


Mais uma vez a Calvin Klein abusa de sensualidade em uma campanhia. Os novos anúncios da coleção de jeans da marca, feitos para tv, têm causado polêmica ao mostrar meninos e meninas nos mais diversos arranjos em cima de um sofá trajando apenas calças e shorts. Eu não achei nada de mais nas cenas . Inclusive o comercial está, até, comportado pros padrões CK. E vocês o que acham?

Uma das perigosas do comercial é o a Top brasileira Marcelle Bittar, que eu acho um lushow de bela!