O reality Troca de Família da Record, traz nessa semana história de uma dominatrix que troca com uma mãe do pantanal! O programa é um dos melhores no ar desses tempos, muito bem produzido, fotografia boa, edição boa, um lusho só!
Vale a pena conferir. O próximo capítulo é quinta-feira e promete! Pelo que vi hoje a coisa tá tensa e a Vera, que é que foi pra casa dos fetichistas, está muito desconfortável nesse novo mundo! Essa é uma boa oportunidade para descobrir um pouco mais do mundo sadomasô.
Mostrando postagens com marcador televisão. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador televisão. Mostrar todas as postagens
quarta-feira, 25 de março de 2009
Troca de Família
domingo, 18 de janeiro de 2009
Sobre mulheres e traição
A Favorita acabou na sexta-feira, 16 de janeiro, mas ainda vai render por algum tempo. Várias coisas me chamaram atenção na novela. A maneira como o autor, João Emanuel Carneiro, encaminhou a trama foi muito bem-vinda, principalmente para dar um freesh no formato.
Entre tantas tramas que foram desenvolvidas no folhetim o triângulo amoroso Damião-Dedina-Elias foi um dos que mais me chamou atenção. Em uma novela onde o autor se propôs contar estórias sobre gays, mulheres que deram um basta na situação de violência em que viviam, mulheres independentes, gravidez independente, situações que ainda causam muito desconforto e que a maioria prefere varrer para debaixo do tapete, me chama atenção que a questão da traição feminina tenha sido conduzida da forma que foi.
Foi muito bom ver uma mulher trair sem cair no lugar comum. Não havia ali as razões esperadas para que isso acontecesse, era apenas tesão e pronto! Amor? Sim ela tinha, pelo marido! O outro? O outro era apenas uma boa foda, uma diversão. Sim, a Dedina estava interessada apenas na foda que o Damião poderia proporcionar a ela ao mesmo tempo, em que, era só mais uma aventura do Damião e esposa de Elias.
Com o desenvolvimento da trama o que se viu foi a escolha da personagem como única a estar na condição de traidora. Como fas? Por que isso? Quer dizer que os outros dois "ok, somos homens, sabe como é?" ? Meu cú! Não dá mais para aceitar esse tipo de coisa!
Todos ali estavam em condições iguais. O Elias era apenas esposo da Dedina e assim que a chutou de casa tratou de retomar seu romance com a mulher que ele realmente queria. O Damião era amigo do outro e não pensou nisso quando "se deixou seduzir". E ainda tinha a Greice, que em seus discursos, esquecia sempre que "seu homem" a tinha traído.
Todos os insultos, todo sofrimento e toda humilhação foram direcionados para aquela mulher casada que decidiu fuder por tesão. Os outros? Bom os outros seguiram suas vidas: um como a vítima, o outro como o seduzido redimido, a outra como aquela que lutou pelo "homem da sua vida", mas em comum todos continuaram suas vidas normalmente com exceção da Dedina.
Uma das cenas que mais me impressionou foi a do jantar em que a Diva a chamou para participar. Foi bastante tocante vê-la reclamar a posse de sua casa, seus utensílos, sua história. . . e no fim . . . bem no fim ela precisou ajeitar sua bagunça.
Entre tantas tramas que foram desenvolvidas no folhetim o triângulo amoroso Damião-Dedina-Elias foi um dos que mais me chamou atenção. Em uma novela onde o autor se propôs contar estórias sobre gays, mulheres que deram um basta na situação de violência em que viviam, mulheres independentes, gravidez independente, situações que ainda causam muito desconforto e que a maioria prefere varrer para debaixo do tapete, me chama atenção que a questão da traição feminina tenha sido conduzida da forma que foi.
Foi muito bom ver uma mulher trair sem cair no lugar comum. Não havia ali as razões esperadas para que isso acontecesse, era apenas tesão e pronto! Amor? Sim ela tinha, pelo marido! O outro? O outro era apenas uma boa foda, uma diversão. Sim, a Dedina estava interessada apenas na foda que o Damião poderia proporcionar a ela ao mesmo tempo, em que, era só mais uma aventura do Damião e esposa de Elias.
Com o desenvolvimento da trama o que se viu foi a escolha da personagem como única a estar na condição de traidora. Como fas? Por que isso? Quer dizer que os outros dois "ok, somos homens, sabe como é?" ? Meu cú! Não dá mais para aceitar esse tipo de coisa!
Todos ali estavam em condições iguais. O Elias era apenas esposo da Dedina e assim que a chutou de casa tratou de retomar seu romance com a mulher que ele realmente queria. O Damião era amigo do outro e não pensou nisso quando "se deixou seduzir". E ainda tinha a Greice, que em seus discursos, esquecia sempre que "seu homem" a tinha traído.
Todos os insultos, todo sofrimento e toda humilhação foram direcionados para aquela mulher casada que decidiu fuder por tesão. Os outros? Bom os outros seguiram suas vidas: um como a vítima, o outro como o seduzido redimido, a outra como aquela que lutou pelo "homem da sua vida", mas em comum todos continuaram suas vidas normalmente com exceção da Dedina.
Uma das cenas que mais me impressionou foi a do jantar em que a Diva a chamou para participar. Foi bastante tocante vê-la reclamar a posse de sua casa, seus utensílos, sua história. . . e no fim . . . bem no fim ela precisou ajeitar sua bagunça.
Marcadores:
cultura,
mulheres,
relacionamento,
televisão,
traição
LGBT's e novelas
Até a última sexta-feira, 16 de janeiro, as telenovelas brasileiras contavam cinco personagens assumidamente gays em sua tramas. Com o fim da global A Favorita, onde Iran Malfitano e Paula Bulamarqui, interpretavam Orlandinho e Estela, só ficaram o casal formado por Danilinho e Bené, vividos por Cláudio Heinrich e Nill Marcondes, na novela Mutantes, e a travesti Docinho interpretada por Roberto Bom Tempo em Chamas da Vida, ambas da Rede Record. Se levarmos em consideração as reprises esse número aumenta em torno 50%.
É um bom número se considerarmos que na última década esse tenha sido quase o total de representações nesses produtos. Outro fator importante é a apresentação dessas personagens, elas perderam aquilo que muitos consideram como o tom caricatural assumindo uma postura considerada mais séria.
A maior inserção de gays e lésbicas em novelas cresceu, principalmente, após a novela Mulhers Apaixonadas, de Manoel Carlos. Na trama era mostrada a relação de Clara e Rafaela, duas jovens estudantes secundaristas interpretadas por Alline Moraes e Paula Picarelli.
Pois bem, agora eu pergunto: será que essa maior visibilidade vale a pena?
Como disse anteriormente personagens gays deixaram de ser representados de forma caricatural e esteriotipada, mas quem define os encaixes nessas categorias? Será certo assumir uma postura de representação de gays e lésbicas de forma politicamente correta? Quer dizer que fanchas, mariconas, pocpoc's, butch's e outras identidades são caricaturas?
Essa questão é controversa dentro do própio movimento LGBT, se por um lado alguns defedem que a forma "esteriotipada" é nociva para a causa por outro há quem defenda que essas representações são legitimas - e na verdade são - e não concordam com a forma como gays e lésbicas estão sendo re-enciaxados e re-configurados em posições onde a aceitação dessa sexualidade não seja tão traumática.
Esse é um assunto que ainda vai render muito.
É um bom número se considerarmos que na última década esse tenha sido quase o total de representações nesses produtos. Outro fator importante é a apresentação dessas personagens, elas perderam aquilo que muitos consideram como o tom caricatural assumindo uma postura considerada mais séria.
Cláudio Heinrich vive Danilinho personagem gay em Mutantes
A maior inserção de gays e lésbicas em novelas cresceu, principalmente, após a novela Mulhers Apaixonadas, de Manoel Carlos. Na trama era mostrada a relação de Clara e Rafaela, duas jovens estudantes secundaristas interpretadas por Alline Moraes e Paula Picarelli.
Pois bem, agora eu pergunto: será que essa maior visibilidade vale a pena?
Como disse anteriormente personagens gays deixaram de ser representados de forma caricatural e esteriotipada, mas quem define os encaixes nessas categorias? Será certo assumir uma postura de representação de gays e lésbicas de forma politicamente correta? Quer dizer que fanchas, mariconas, pocpoc's, butch's e outras identidades são caricaturas?
Essa questão é controversa dentro do própio movimento LGBT, se por um lado alguns defedem que a forma "esteriotipada" é nociva para a causa por outro há quem defenda que essas representações são legitimas - e na verdade são - e não concordam com a forma como gays e lésbicas estão sendo re-enciaxados e re-configurados em posições onde a aceitação dessa sexualidade não seja tão traumática.
Esse é um assunto que ainda vai render muito.
Assinar:
Postagens (Atom)


